sábado, 4 de junho de 2011

FICHAMENTO 2 QUESTÃO 3


Genética, Performance Física Humana e Doping Genético: o Senso Comum Versus a Realidade Científica
 DIAS, Rodrigo Gonçalves. Genética, performance física humana e doping genético: o senso comum versus a realidade científica. Rev Bras Med Esporte [online]. 2011, vol.17, n.1, pp. 62-70. ISSN 1517-8692.
“Atletas que se destacam no mundo do esporte de alto rendimento são reconhecidos como “fenômenos” pelo senso comum. Esta caracterização parece ser coerente, uma vez que tornar-se um talento extraordinário no esporte é algo raro e alcançável por uma pequena parcela de todos que o almejam ser.” (P.62)
“A identificação dos genes e variantes genéticas com potencial em influenciar variáveis fisiológicas em resposta ao treinamento físico é a base para a compreensão do que vem a ser o potencial genético de um atleta.” (P.63)
“Pessoas “comuns” e atletas de elite têm absolutamente os mesmos genes. O que o genoma de atletas pode apresentar de diferente, em comparação ao genoma das pessoas “comuns”, são variantes no código dos genes específicos envolvidos na modulação dos fenótipos de performance física.” (P.63)
“Os fenótipos de capacidade cardiorrespiratória, resistência, força e potência muscular e intolerância ao exercício físico são multigênicos, ou seja, controlados por vários genes. As adaptações fisiológicas em resposta ao treinamento físico acontecem como consequência das alterações de expressão gênica. Cada gene com expressão alterada contribui com uma parcela da modulação total que ocorre em um fenótipo.” (P.63)
“Uma positiva associação entre uma variante em um gene e uma resposta fisiológica indica que tal variante tem participação na modulação de um determinado fenótipo de performance física. No entanto, esta positiva associação não diz o quanto aquele gene participa da modulação do fenótipo. Além disso, um mesmo gene pode ser expresso e modular dois ou mais fenótipos distintos e ter diferentes percentuais de participação na modulação dos mesmos.” (P.64)
“Um “fenômeno” esportivo é o resultado da adequada exploração do potencial genético, através de estímulos externos como treinamento físico e dieta, somado à adequada preparação mental.” (P.65)
“A terapia gênica é caracterizada pela introdução de um material genético em células no sentido de graduar a funcionalidade de um gene ou substituir um gene não funcional. Esta estratégia foi desenvolvida e vem sendo aperfeiçoada com o propósito de prevenir, tratar ou aliviar os sintomas de doenças hereditárias ou desordens adquiridas. Basicamente, conhecer a via de sinalização na qual um gene está envolvido, identificar uma possível mutação neste gene e comprovar a disfunção causada pelo gene mutante são os passos iniciais que justificam a utilização da técnica. A terapia gênica pode ser realizada em linhagens de células germinativas ou somáticas.” (P.66)
“A tecnologia para a produção de proteínas por meio da manipulação de genes já é realidade. O fato do potencial efeito terapêutico destas moléculas estar ainda sendo testado em estudos pré-clínicos e clínicos, não exclui a possibilidade de que atletas já estejam fazendo uso das mesmas com o intuito de amplificar a performance física.” (p.66)
“A musculatura esquelética parece ser o principal alvo para a terapia gênica e, consequentemente, o doping genético. Além do estado pós-mitótico das células, o que garante maior período de expressão do gene exógeno, o tecido muscular é de fácil acessibilidade e bastante vascularizado. Um músculo esquelético transfectado com determinado gene pode resultar em efeito direto ou indireto sobre a performance física humana. Isso equivale dizer que, se o gene de interesse resultar em hipertrofia ou modulação da tipagem de fibras, o efeito é direto.” (P.67)
“A introdução em um atleta de um seguimento de DNA contendo gene que possa, quem sabe, duplicar a produção de uma proteína de interesse ou material genético que possa silenciar a produção de outra proteína, caracteriza o doping genético. Além dos riscos intrínsecos do procedimento de terapia gênica para fins de doping, não existe comprovação de que este seja eficaz em produzir o efeito fisiológico desejado.” (P.68)
“Os avanços da genômica funcional vêm comprovar o que há tempos eram apenas suspeitas. A excelência no esporte de alto rendimento, dependente em parte da máxima performance física, está sob o controle de genes. Embora o rastreamento dos genes moduladores dos complexos fenótipos de performance física esteja em andamento, já é possível compreender como variantes em genes específicos modulam as adaptações ao treinamento físico, sustentando as hipóteses do porquê aqueles indivíduos mais responsivos se tornam os “fenômenos” do esporte. A justificativa para a discussão isolada sobre o componente genético do atleta de alto rendimento sustenta-se na dificuldade de se tratar, ao mesmo tempo, de todos os tópicos que modulam estes complexos fenótipos.” (P.69)

FICHAMENTO 1 QUESTÃO 3


Investigação Clínica e Genética em Meninas Com Baixa Estatura Idiopática
MARTINS, Rosa R.S.; RAMOS, Hilda I.B.; LLERENA JR., Juan C.  e  ALMEIDA, José C.C..Investigação clínica e genética em meninas com baixa estatura idiopática. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2003, vol.47, n.6, pp. 684-694. ISSN 0004-2730.

“CRESCIMENTO APRESENTA UM PADRÃO de herança multifatorial em que interagem fatores genéticos e ambientais. Várias mutações gênicas envolvendo secreção, liberação e resposta ao hormônio de crescimento, fatores de crescimento e seus receptores, secreção e liberação de outros hormônios têm sido descritas associadas à baixa estatura. Anomalias cromossômicas numéricas e estruturais, principalmente as que envolvem os cromossomos sexuais, estão freqüentemente associadas à baixa estatura.” (p.685)

“O conhecimento de que perdas terminais dos braços curtos dos cromossomos sexuais X e Y apresentam baixa estatura como um sinal clínico constante levou vários pesquisadores a concentrarem nessa região a pesquisa de um ou mais genes envolvidos na etiopatogenia da baixa estatura.” (p.685)

“A deficiência completa do gene SHOX,  em homozigose, é responsável por uma forma mais rara e mais grave de displasia óssea mesomélica, conhecida como Síndrome de Langer.” (p.685)

“Crianças com mosaicismo celular, com baixa contagem de linhagem 45,X e/ou anomalias estruturais dos cromossomos sexuais, podem ter pouca expressão clínica, não exibindo os sinais clínicos conhecidos na ST como linfedema congênito, ptose palpebral, pescoço
alado, tórax largo, podendo, por isso, ser diagnosticadas como BEI simples.” (p.685)

“ntre as técnicas de Genética Molecular para o estudo de BEI, a análise do microssatélite SHOX CA repeat, localizado na região 5’ UTR (untranslated region) do exon 1 do gene SHOX, tem sido empregada na pesquisa de microdeleções da região pseudoautossômica onde está mapeado o gene SHOX e tem-se mostrado útil na identificação da haploinsuficiência do SHOX (9,13,41).” (p.685)

“De 486 crianças acompanhadas no ambulatório de crescimento do IEDE - Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia, 15 (3,1%) tinham diagnóstico de BEI por apresentarem dois ou mais DP abaixo da média populacional da altura, segundo índices referidos por Marques, Marcondes e cols. para crianças e adolescentes brasileiros” (p.686)

“A detecção e amplificação das sondas foram realizadas com anticorpos específicos conjugados à fluoresceina. A identificação e contraste dos sinais fluorescentes foi realizada com 10µl de iodeto de propideo/antifade (0,2mg/µl).” (p.686)

“A extração de DNA genômico foi realizada em sangue periférico, segundo o protocolo de Miller e cols.,e a amplificação da região intragênica  SHOX CA repeat foi realizada, segundo a técnica descrita por Belin e cols., com primer “sense” 5’ – CATGTCATATATATATGTGATCC – 3’ marcado com 6-FAM e primer “reverse” não marcado 5’ – GACACAGAAATCCTTCATAAA – 3’. Foram realizadas também com primers “sense” marcados com 6-FAM a amplificação dos microssatélites  DXYS233  (5’ –TTGGGAATTCGAGGCT – 3’ e 5’ – TGATTTCCATCCTGGGGGT – 3’) e DXYS234  (5’ – CCCAGATCGCGCCCATT – 3’ e 5’ – ATGGCTCTGAGGCGGG – 3’), localizados, respectivamente, a 0 e 2cM da região telomérica do braço curto de X. A análise dos fragmentos corados com ROX foi realizada na máquina ABI prisma 377, e o tamanho dos alelos determinado pelo programa Gene Scan.” (p.687)

“A importância da análise do cariótipo em meninas com baixa estatura idiopática ficou evidenciada em nosso estudo, ao mostrar a variabilidade da expressão clínica em portadoras de mosaicismo celular tendo a baixa estatura como sinal clínico constante.” (p.670)

“Nas oito meninas com cariótipo normal, a pesquisa de mosaicismo celular por FISH, em células de mucosa oral, foi uma opção para o estudo de mosaicismo por originarem-se do ectoderma, diferentemente dos linfócitos. Além disso, permitiu estudar células em
intérfase, sem necessidade de cultura celular. Outra vantagem foi a possibilidade de, em uma única lâmina, poder ser analisado um maior número de células.” (p.670)

“A sinostose dos ossos do carpo e alterações da articulação do cotovelo são descritas em displasias ósseas mesomélicas como a síndrome de Mesomelia e Sinostose (OMIM 600383), Síndrome de Sinostose Múltipla (OMIM 186400) e Displasia Mesomélica tipo Kantaputra (OMIM 156233). Em todas estas síndromes, as alterações clínico-radiológicas são mais graves do que as apresentadas pela paciente, que deverá ser investigada para mutações do gene SHOX.” (p.691-692)

“Como é conhecido que meninas com ST apresentam resposta favorável ao tratamento com hormônio de crescimento, o diagnóstico de uma anomalia numérica ou estrutural do X no grupo de baixa estatura idiopática modificaria a conduta terapêutica, permitindo que, frente a um diagnóstico precoce, pudessem ser incluídas em programas de terapia com
hormônio de crescimento (9,28,41).” (p.692)


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Publicação:Experiência na APAE


Experiência na APAE

Minha visita na APAE foi muito gratificante,foi uma experiençia realmente que vlw apena.Assim a iniciação desse projeto foi muito importante para as crianças portadoras de necessidades especiais.É gritante a diferença do desenvolvimento entre uma criança que frequenta a instituição das que frequentam apenas a escola regular."É uma diferença que ñ era pra existir,pois são as mesmas crianças capazes de fazer coisas inexplicaveis."
Na minha opinião o trabalho da APAE é maravilhoso pois vai além do atendimento a pessoa portadora de necessidades especiais.APAE faz com que a criança tenha uma segunda chançe abre uma nova oportunidade,ajuda ela a crescer na vida,através de trabalhos artesanais,musica etc...Esse projeto realmente muda a vida dessas pessoas. Pouco se fala do suporte psicológico que a institução dá aos pais das crianças especiais. Não deve ser nada fácil para uma mãe aceitar que seu filho é "diferente" dos outros e se não fosse pela ajuda da APAE muitas famílias estariam desnorteadas.

DIVULGAÇÃO DOS TRABALHOS

EXPERINCIA NA APAE DE VITOR KELVIN:
http://vitorkelvenn.blogspot.com/2011/05/trabalhos-desenvolvidos.html

VIDEO DE VITOR KELVEN:
http://vitorkelvenn.blogspot.com/2011/05/video-de-genetica-legendado-e.html




VIDEO DE VALDEMIR SILVA:http://valdemir2011.blogspot.com/2011/05/replicacao-de-dna-video-legendo.html?showComment=1306169066065#c1607624428481268737

Rayssa Mendonça (Turma 105.1)
Vídeo que retrata o câncer de pele.
http://rayssa-mendonca.blogspot.com/2011/05/gincana-de-genetica-item-6_22.html?showComment=1306070850775#c323875167592331848



-Layanna Leite (Turma 201.1)
Vídeo sobre eletroforese em gel. http://layannaleite.blogspot.com/2011/05/vejam-ai-o-video-que-eu-fiz-falando-um.html

-Michael Jean (Turma 106.1)
Vídeo sobre as fases da mitose
http://michaeljean20.blogspot.com/2011/05/video-genetica-mitose_20.html-Michael Jean (Turma 106.1) Vídeo sobre as fases da mitose http://michaeljean20.blogspot.com/2011/05/video-genetica-mitose_20.html

Italo Alves: http://itinodonto.blogspot.com/2011/06/blog-post_14.html

Publicação do meu video.

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